domingo, 1 de março de 2009

é só um poema:




Quando vier a Primavera,

Se eu já estiver morto,

As flores florirâo da mesma maneira

E as árvores nâo serâo menos verdes que na Primavera passada.

A realidade nâo precisa de mim.



Sinto uma alegria enorme

Ao pensar que a minha morte nâo tem importância nenhuma.



Se soubesse que amanhâ morria

E a Primavera era depois de amanhâ,

Morreria contente, porque ela era depois de amanhâ.

Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senâo no seu tempo?

Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;

E gosto porque assim seria, mesmo que eu nâo gostasse.

Por isso, se morrer agora, morro contente,

Porque tudo é real e tudo está certo.



Podem rezar latim sobre o meu caixâo, se quiserem.

Se quiserem, podem dançar e cantar á roda dele.

Nâo tenho preferências para quando já nâo puder ter preferências.

O que for, quando for, é que será e que é.



(ou não é só)

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