terça-feira, 28 de abril de 2009

rambô.


farto de ver.
farto de ter.
à noite, e ao sol, e sempre.
farto de saber.
as paradas da vida.
partir para afetos
e rumores novos.



siiiimmmm!!!!!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

I love this bento!



Máquina de lavar fez mais pela mulher do que a pílula, diz Vaticano

da Reuters, na Cidade do Vaticano

O jornal do Vaticano, "L'Osservatore Romano", publicou artigo neste fim de semana no qual afirma que a máquina de lavar talvez tenha feito mais pela liberação da mulher no século 20 do que a pílula anticoncepcional ou o acesso ao mercado de trabalho. A declaração faz parte de um artigo em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

O artigo é intitulado "A Máquina de lavar e a liberação das mulheres --ponha detergente, feche a tampa e relaxe".


"O que no século 20 fez mais para liberar as mulheres ocidentais?", questiona o artigo, escrito por uma mulher. "O debate é acalorado. Alguns dizem que a pílula, alguns dizem que o direito ao aborto, e alguns [dizem que] o direito a trabalhar fora de casa. Alguns, porém, ousam ir além: a máquina de lavar."

O texto então conta a história da máquina de lavar, desde um modelo rudimentar de 1767 na Alemanha, até os modernos equipamentos com os quais a mulher pode tomar um capuccino com as amigas enquanto a roupa é lavada.

O artigo cita as palavras da feminista americana Betty Friedan, que, em 1963, descreveu "o momento sublime de poder trocar a roupa de cama duas vezes por semana em vez de uma só".

Segundo o texto, embora os primeiros modelos fossem caros e pouco confiáveis, a tecnologia evoluiu a tal ponto que há agora "a imagem da super mulher, sorrindo, maquiada e radiante entre os equipamentos de sua casa".



(...)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

gosteidessemundodepontacabeça


...e quem sente ter-me sob qualquer grito, saiba que não tem! (...)


preciso de cuidados e afagos.
supro tal necessidade com o maior prazer.
quero pagar com todo o meu amor, minhas possibilidades de hoje.
da minha alma que é consciente e eterna.
quem chegar a mim, há de sentir vontade de fazer o bem.


(...)cada um tem o que merece.
por hora, gostei de ter merecido tudo isso.


(sim)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

uva-passa


queria endurecer o coração, eliminar o passado, fazer com
ele o que fazia coma menstruação quando emendava uma cartela na outra. riscar, engrossar os riscos e transformá-los em borrões, suprimir todas as letras,
não deixar vestígio de idéias........mas era ainda jovem demais para saber que a memória do coração elimina as más lembranças e enaltece as boas. e que graças a esse artifício conseguimos suportar o passado. até que o passado passa.


e
até
o
ferro
passa
...




até
a
uva
passa
...






ou
não
?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

sem dúvida.


O que é normal? O que é certo? O que é errado? Contanto que você seja livre, tem a liberdade de selecionar e escolher as alternativas, desde que esteja disposto a aceitar a responsabilidade de ser livre. E depois que estiver experimentado suas alternativas, e elas não funcionarem como você desejaria, não me culpe. Culpe a sua escolha. Experimente outra alternativa. Você toma a decisão, pega o seu pincel, escolhe suas cores, pinta o seu paraíso e depois vive nele. Ou pinta o inferno, se quiser, mas não me culpe por isso. Só você pode ser responsável por não crer. Esqueça o que passou. Ligue-se no que é! O momento se encarrega disso.


POR ISSO CONTINUO QUERENDO AS CORES E OS COLÍRIOS, E TODOS OS MEUS DELÍRIOS...
estou arriscando ter a sorte de ter seguido as alternativas certas... o mais legal é que parece que a gente pode mesmo pintar nosso paraíso. e mudá-lo de cor, se quiser. ou não?

sábado, 21 de março de 2009

acontecimento...


Haverá na face de todos um profundo assombro
na face de alguns risos sutis cheios de reserva
Muitos se reunirão em lugares desertos
E falarão em voz baixa em novos possíveis milagres
Como se o milagre tivesse realmente se realizado
Muitos sentirão alegria
Porque deles é o primeiro milagre
E darão o óbolo do fariseu com ares humildes
Muitos não compreenderão
Porque suas inteligências vão somente até os processos
E já existem nos processos tantas dificuldades…
Alguns verão e julgarão com a alma
Outros verão e julgarão com a alma que eles não têm
Ouvirão apenas dizer…
Será belo e será ridículo
Haverá quem mude como os ventos
E haverá quem permaneça na pureza dos rochedos
No meio de todos eu ouvirei calado e atento, comovido e risonho
Escutando verdades e mentiras
Mas não dizendo nada
Só a alegria de alguns compreenderem bastará
Porque tudo aconteceu para que eles compreendessem
Que as águas mais turvas contêm ás vezes as pérolas mais belas

(verdades e mentiras... escutarei calada.)

[ou não...]

sexta-feira, 13 de março de 2009

"Protejam os fortes da ira e da inveja dos medíocres!"


De como a inveja dos fracos correlaciona-se com o poder dos mais fortes.




A frase não é exatamente esta mas o sentido sim. Nietzsche em "A genealogia da moral" observa com genialidade o quão funesta pode ser para um provável futuro glorioso da humanidade a mesquinhez intrínseca à condição dos mais fracos. Quer dizer, da grande maioria.


Levada por inúmeros caminhos a desejar os desejos dos "inatingíveis", a massa medíocre não pode presenciar sem ter revelada a ela própria a normalidade de sua condição o desfilar dos seres que se adequam com mais presteza e precisão aos ideais da sociedade. O desinibido, o loquaz, o convicto, o desprendido, o habilidoso, o feliz, o magnético, o capaz, todas essas figuras sociais despertam na massa indiferente aos iguais a atenção à diferença dos diferentes.


As estruturas do mundo dotaram as pessoas das aspirações a serem o que não são e nunca serão. Ou a terem o que não têm e nunca terão. Quando o Ser e o ter fundem-se na identidade esmigalhada do mundo do Capital, nada mais sobra a não ser o não-Ser. Tendo, sou feliz, eu sou. Não tendo, não sou.


Tenho, logo existo.


Livros de aeroporto de auto-ajuda procuram vender a incorporação das "qualidades" descritas acima que os seres invejáveis possuiriam. O intercâmbio dessas "mercadorias" tão imateriais é, no entanto, algo muito difícil. Psicólogos e psicanalistas de plantão procuram vender algumas dessas mercadorias evanescentes, isto a muito custo e gasto de tempo. Tendo ainda a enxergar, no entanto, que as características invejáveis são quase que dons intrínsecos proporcionados pelas trajetórias sociais dos indivíduos. Dificilmente são adquiridas.


E. ao contrário de Nietzsche, acredito ainda que o "fardo" que os fortes carregam nada mais são do que uma parte essencial da existência da sociedade de classes em que vivemos. Os ideais não são Ideais, são transfigurações dos ideais sociais de distinção.


Normativamente a solução seria o fim da sociedade de classes? As disparidades desapareceriam? Não, em absoluto. No entanto, a maneira de as encarar poderia ser modificada. Eis a pedra de toque. A partir do ponto em que as pessoas tomassem ciência de que os parâmetros de grandeza e de pequenez são parâmetros históricos, datados, contruídos e nada absolutos, seria possível o fim da inveja. Logo, o fim do apequenamento diante do gigante.


Até lá, protejam-se ambos: fortes e fracos. A luta está lançada.

(ah, malandro, voltei ao velhos tempos!!! agora sim!! - ou não? - ah, sim, vai!!)

ps: comentem nos posts que dizem algo intelectualmente mais denso também, e não só naqueles em que a foto mexe com seu primitivo tesão... bjomeliga!

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