segunda-feira, 28 de julho de 2008

flores para los muertos


às vezes é preciso sobreviver por aquilo que se morreria


às vezes é preciso sobreviver por aquilo que se morreria


às vezes é preciso sobreviver por aquilo que se morreria


às vezes é preciso sobreviver por aquilo que se morreria


às vezes é preciso sobreviver por aquilo que se morreria


às vezes é preciso sobreviver por aquilo que se morreria


......

às vezes,
nesse caso,

é muito mais que quase sempre.

(e não tem não.)

terça-feira, 22 de julho de 2008

re-dun...dante - e a sombra de uma câmera.



a bunda, que engraçada.
está sempre sorrindo, nunca é trágica.

não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. a bunda basta-se.
existe algo mais? talvez os seios.
ora – murmura a bunda – esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

a bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

a bunda se diverte
por conta própria. e ama.
na cama agita-se. montanhas
avolumam-se, descem. ondas batendo
numa praia infinita.

lá vai sorrindo a bunda. vai feliz
na carícia de ser e balançar.
esferas harmoniosas sobre o caos.

a bunda é a bunda,
rebunda.


(isso é drummond. ou não. mas é sim.)


terça-feira, 1 de julho de 2008

...ela sempre enfurecia-se sozinha, irritava-se sozinha, suportava sozinha suas intensas convulsões emocionais, das quais ele nunca participava...




sempre tem duas:
uma desesperada e desconcertada que sentia que estava se afogando e outra que, como se se tratasse de um teatro, aparecia em cena ocultando suas verdadeiras emoções que eram a debilidade, a impotência e o desepero, e oferecia ao mundo somente um sorriso, uma ilusão, curiosidade, entusiasmo e interesse...

(ai)