terça-feira, 22 de julho de 2008

re-dun...dante - e a sombra de uma câmera.



a bunda, que engraçada.
está sempre sorrindo, nunca é trágica.

não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. a bunda basta-se.
existe algo mais? talvez os seios.
ora – murmura a bunda – esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

a bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

a bunda se diverte
por conta própria. e ama.
na cama agita-se. montanhas
avolumam-se, descem. ondas batendo
numa praia infinita.

lá vai sorrindo a bunda. vai feliz
na carícia de ser e balançar.
esferas harmoniosas sobre o caos.

a bunda é a bunda,
rebunda.


(isso é drummond. ou não. mas é sim.)


3 comentários:

Anônimo disse...

logo embaixo da cintura....

Anônimo disse...

preferia não ter me apaixonado por você... mas não consigo me
"desapaixonar"

Thalita Yanahe disse...

A única bunda que me interessa é a do escracho.
O resto é botique de madama ou ou dispersões dos olhares.

P.s.

Se é meu me devolve,
e apareça....morta de saudades
com a corda, literalmente no pescoço.rs