amo a tua vivacidade,
os teus preparativos para voar,
as tuas pernas como um vicio,
o calor entre as tuas pernas.
sou demasiado galante contigo.
quero olhar para ti longamente e com ardor,
arrancar-te o vestido,
apalpar-te,
examinar-te.
sabes que ainda mal olhei para ti?
há ainda demasiada santidade presa a ti.
vivo uma expectativa perpétua.
tu vens e o tempo desliza num sonho.
é só quando te vais embora
que me apercebo completamente da tua presença.
e depois é demasiadamente tarde....
(ou não,
porque nunca é suficientemente tarde.)
- a única não-semelhança com o poema é o fato de você não usar vestido. -
-- ou não --
-( depende do ponto de vista)-