Provisoriamente não cantaremos o amor, que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos. Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços, não cantaremos o ódio porque esse não existe, existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro, o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos, o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas, cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas, cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte, depois morreremos de medo e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
eu sou como eu sou
pronome
pessoal intransferivel
do que homem que iniciei
na medida do impossivel
eu sou como eu sou
agora
sem grandes segredos dantes
sem novos secretos dentes
nesta hora
eu sou como eu sou
presente
desferrolhado indecente
feito um pedaço de mim
eu sou como eu sou
vidente
e vivo tranquilamente
todas as horas do fim
6 comentários:
"Pra que olhos tão grandes?"
Ame apenas, e isso é muito...
Não peça nada;
"what will be,
will be"
Ai, puta merda.
E puta merda você também, Neta.
Ok...
Tá certo, tá certo... Certíssimo.
Puta merda, mas tô certa...
Se a gente pensar muito,
a gente não faz nada,
pois tudo é difícil...
Sejamos felizes hoje.
Deixemos a razão para amanhã.
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
OU NÃO.
essa coisa ed usar 'ou não' e escolher os poemas que eu gosto e publicar aqui como 'eu'... ainda não quer dizer que seja eu.
quem é vc???
eu já adoro esse tal " ou não."
dá tempo de pensar o contrário e refletir.
ou nao.
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